Um saludo aos amigos que gostam de enfurquilhar seja a trabalho ou lazer. Aos paisanos que amam a raça crioula, a melhor entre os eqüinos e fazem de sua convivência com o pingo, arreios, montaria praticamente uma religião das mais sagradas e puras, amadrinhada pelos caudilhos antepassados que se enchem de orgulho ao ver um vivente bem enfurquilhado batendo estrivo com sol

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CAVALGADA DA LUA CHEIA

Um evento que virou costume por este Rio Grande velho é a chamada Cavalgada da Lua Cheia. Diversas hospedarias de animais promovem um encontro entre os proprietários de cavalos e convidados e saem, estrada a fora e noite a dentro.

Parece que a idéia originou-se de forma meio mística pois, segundo os pioneiros neste evento, a energia que proporciona este astro celestial é muito forte. De toda a forma é uma campereada diferente, sob a luz do luar (quando ela resolve aparecer).

Dentre as cabanhas que promovem tal encontro, a La Paloma, aqui de Porto Alegre, nesta sexta-feira, dia 15 de julho, parte para sua 44ª edição.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo a Cabanha, andejando pela Rota Caminhos Rurais da capital gaúcha, visa resgatar as tradições e proporcionar a turistas e moradores uma típica experiência do campeiro em meio ao cenário rural da Zona Sul da cidade.

O passeio a cavalo dura cerca de duas horas, percorrendo avenidas e estradas dos bairros Lageado, Lami e Belém Novo. A concentração dos participantes se iniciará às 19h, na sede da cabanha (Av. Edgar Pires de Castro, 9089, bairro Lageado), e o início da jornada, às 20h.

Informações pelos telefones: (51) 3266 1618 ou 9718 2741, com Joelson Barbosa, proprietário da La Paloma e organizador das cavalgadas. O programa só é cancelado em caso de chuva. Quem preferir um pacote que inclua transporte até a cabanha, guia de turismo e jantar (exceto o aluguel de cavalos) tem a opção oferecida pela Bonete Tur. Informações pelos telefones (51) 3019 0689 ou 9964 7364.

As cavalgadas noturnas da Cabanha La Paloma acontecem sempre na primeira sexta-feira de lua cheia de cada mês e tem atraído, em média, 100 participantes por edição. As próximas edições deste ano ocorrerão dias 12 de agosto, 16 de setembro, 14 de novembro e 09 de dezembro.

Foto: Abrajet RS
Fonte: Blog do Léo Ribeiro

Pilchas


Pilcha é a indumentária gaúcha tradicional, utilizada por homens e mulheres de todas as idades. O MTG disciplina o seu uso e no estado do Rio Grande do Sul é, por lei, traje de honra e de uso preferencial inclusive em atos oficiais públicos. É a expressão da tradição, da cultura e da identidade própria do gaúcho, motivo de grande alegria e celebração em memória do ''pago''.

História 

A origem da indumentária gaúcha data dos primórdios da colonização dos pampas e é resultado da união de influências históricas, sociais e culturais adaptadas à realidade, ocupação e trabalho campeiro.
Historicamente a indumentária gaúcha pode ser dividida em quatro fases, existindo para cada uma a peça feminina correspondente.
Chiripá primitivo (1730-1820)
Braga (idem)
Chiripá farroupilha (1820-1865)
Bombacha (1865 até dias atuais)

A Indumentária

O MTG, reunido na 67ª Convenção Tradicionalista Gaúcha definiu as diretrizes para a Pilcha Gaúcha. Define três tipos de indumentária igualmente para peões e prendas:
Pilcha para atividades artísticas e sociais
Pilcha Campeira
Pilcha para a prática de esportes (truco, bocha campeira, tava, etc)

Pilcha masculina

Bombacha

De origem já descrita aqui. São largas na Fronteira, médias no Planalto e estreitas na Serra, quase sempre com "favos de mel". Necessariamente de cós largo, sem alças para a cinta e com dois bolsos grandes nas laterais. Em ocasiões festivas tem cores claras, sóbrias e escuras para viagens ou trabalho.

Camisa

Cores sóbrias ou claras, com padrão liso ou riscado discreto com gola esporte ou social. Mangas curtas para ocasiões informais ou de lazer e longas para eventos sociais-formais.

Lenço


Atado ao pescoço, de uma ou duas cores ou xadrez miúdo e mesclado. Na cor vermelha, branca, azul, amarelo, encarnado, preto (para luto) e bege. Xadrez de branco e preto é para luto aliviado.

Existem diversos tipos diferentes de nó:
Comum: Simples e ximango
Farroupilha: Três-galhos, amizade, saco-de-touro
Pachola: 2 posições - destro e canhoto
Republicano: Borboleta e dois-topes
Quadrado: Quatro-cantos, rapadura e maragato
Namorado: 3 posições - Livre, querendão e apaixonado
Crucifixo: Religioso

Pala


Diferentemente do poncho, cuja origem é gauchesca e que serve para proteger apenas do frio e da chuva, o pala tem origem indígena e serve para proteger contra o frio, sendo de lã ou algodão, e de seda para proteger contra o calor.

Bota


O uso de botas brancas é vedado.

Guaiaca (espécie de cinto)

Para guardar moedas, palhas e fumo, cédulas, relógio e até pistola.

Esporas


Chilenas" ou "nazarenas" de prata ou de metal.

Tirador

Para lida campeira, sem enfeites.

Colete

Chapéu e barbicacho

Usados como proteção contra o sol. Não é recomendado o uso do chapéu em lugares fechados, como no interior de um galpao.

Paletó

Faixa

Tira de pano, preferencialmente de seda, usada na cintura com o propósito de prender a bombacha.

Faca

Pilcha feminina

Procura não contrastar com o recato da mulher gaúcha, havendo recomendações quanto a mangas, decotes, golas, cabelos, maquiagens, etc.

Traje

Vestido, saia e casaquinho, de uma ou duas peças, com a barra da saia no peito do pé. Pode ser godê, meio-godê, em panos, em babados, ou evasês.

Saia de armação

Discreta e leve, na cor branca, diferentemente da indumentária típica baiana.

Bombachinha


Ciroulas na cor branca, de comprimento até os joelhos. Pode ser rendada ou não.

Meias

As meias devem ser longas, brancas ou beges, para moças e senhoras, admitindo-se as coloridas discretas para as meninas (mirins). As mais maduras podem usar meias de tonalidades escuras.

Sapatos

Os sapatos (pretos, brancos ou beges) podem ter salto 5 ou meio salto com tira sobre o peito do pé, que abotoe do lado de fora, para moças e senhoras. As meninas (mirins) usarão sapatos com tira sobre o pé, tipo sapatilha. Também podem ser usadas botinhas fechadas atendendo as respectivas descrições.

Acessórios

Permitidos - Fichu de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou camafeu, chale (especialmente para as senhoras), brincos discretos, anéis (um ou dois), camafeu ou broche, capa de lã ou seda, leque, faixa de prenda ou crachá, chapéu (em ambientes abertos).
Não permitidos - Brincos de plástico ou similar colorido, relógios e pulseiras, luvas ou meia-luvas e colares. Sombras, batons ou unhas coloridas em excesso, sapatilhas amarradas nas pernas, saias de armação com estruturas rígidas.

Cabelo
O cabelo é preso pela medade, para as meninas (mirim), e para senhoras e moças é feito um cóque, mas sempre com uma "presilha".
Da mesma forma que existe para o peão há para as prendas a pilcha para lida campeira e para prática de esportes, sendo semelhante à masculina, inclusive com bombacha (bombacha feminina).

É vedado para todas as situações, por não fazer parte da indumentária gaúcha:
Bonés e boinas
Barbicachos exclusivamente de metal
Chapéus de couro, palha, ou qualquer outro material sintético
Cinto com rastra (enfeite de metal com corrente na parte frontal)
Botas de borracha ou de lona.

Curiosidades:


O lenço vermelho (maragato) e o lenço branco (ximango) são os mais tradicionais, identificando, na Guerra dos Farrapos (1835-1845), na Revolução Federalista (1893-1895) e na Revolução de 1923, os diferentes lados envolvidos nas contendas. É corrente o uso dessas cores para demonstrar simpatia/concordância com maragatos ou ximangos.

Em determinados Centro de tradições Gaúchas (CTGs) não se permite à participação nos bailes de peões ou prendas que não estejam adequadamente pilchados.

Peão é o homem gaúcho, prenda a mulher gaúcha, guri o menino gaúcho e piá a criança gaúcha.

Pago é a terra natal do gaúcho, querência é onde está morando. É comum ouvir: "Meu pago é o Alegrete mas estou aquerênciado em Rondônia.

A origem do "tchê"


Oriunda do guarani che que significa “amigo”. Interjeição usada no sul do Brasil, no Uruguai, Paraguai e no norte da Argentina; no caso dos países hispânicos se escreve "che".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Lenda do Quero-quero

Ave_Quero_quero


A Santa Família, na sua fuga do Egito, preferia viajar à noite, para não ser vista pelos soldados do rei Herodes, que andavam à sua procura, para matar menino Jesus.

De dia, sempre que podiam, os fugitivos entravam em alguma gruta da montanha e lá dentro, livres do calor demasiado do sol, descansavam para que, ao anoitecer, recomeçassem sua penosa jornada.
O burrico só faltava falar. Parecia entender o perigo que a Sagrada Família estava correndo. Não empacava, não ornejava, não fazia o menor ruído ao mudar os passos. É que ele sabia, que sua grande missão era conduzir sua divina carga ao salvamento.

Por outro lado, as aves, mesmo as mais afoitas ao canto, mantinham-se em silêncio, ocultas sob o dossel das ramagens. Suas vozes eram tão discretas, não passavam que cochichos e isso mesmo bem abafados, pelo caridoso desejo de não denunciar a presença dos fugitivos. Até os sapos eram como pedras entre as pedras do caminho, as rãs então, eram como folhas verdes entre as folhas verdes que boiavam nas águas mortas. Não era ouvido o seu coaxo característico.

O quero-quero, entretanto, alheio à todos esses acontecimentos, mais parecia um bicho-carpinteiro e não cessava de gritar à altos brados com a sua voz aguda:

- Quero! Quero!......

Mas aquela não era uma boa hora para "tanto querer" e Nossa Senhora e São José, repararam em seu comportamento inoportuno. Ficava parecendo que o peralta da campanha, tão barulhento, fazia o possível para que os soldados, alertados, fossem especular o que estava passando àquela altura na noite naqueles escuros e desertos caminhos...

Para castigo de ser tão inconveniente, o quero-quero acabou ficando cantando daquela maneira para sempre, alertando sem descanso o lugar onde é encontrado.

Dia 05 (cinco) de outubro é comemorado o "Dia da Ave", esses pequenos anjos que são símbolos dos estados superiores do ser e do pensamento.

Para algumas culturas milenares, os pássaros já foram considerados fadas, intermediários entre o mundo humano e divino, espíritos guerreiros reencarnados e algumas vezes, podiam adquirir aspectos de uma Deusa, como da escandinava Freya ou Rainha da ilha de Avalon Morgana, que também se metamorfoseava-seem ave.

No Rio Grande
 do Sul há um sentinela, um verdadeiro "cão-guardião" do nosso território, que está sempre atento, marchando pelos pampas e que pode prever com antecedência a presença de qualquer intruso: o QUERO-QUERO.

De tanto querer, o quero-quero acabou sendo consagrado como a Ave-Símbolo do Estado gaúcho pela Lei 7418 de 01/12/1980. Mas o pássaro, ainda não satisfeito, continua querendo e, segundo a voz do povo, "querer é poder", hoje é a mais cotada para tornar-se Símbolo Nacional.

A lição que fica da Lenda do Quero-Quero é que deve-se ter muito cuidado com o "querer" demais, pois para o olhar da cobiça, tudo pode ser possuído. A cobiça é uma das forças mais poderosas no mundo ocidental atual. É triste ver que as pessoas muito cobiçosas nunca possam desfrutar do que têm, pois sempre almejam possuir mais. O motor e o plano da cobiça são sempre os mesmos. A alegria é a posse, mas a posse é sempre descontente, tem uma insaciável avidez interior. A cobiça é pungente, porque está sempre obcecada e esvaziada pela possibilidade futura. Entretanto, o aspecto mais sinistro da cobiça é a capacidade de sedar e extinguir o desejo. Ela destrói a inocência natural do desejo, arrasa-lhe os horizontes e substitui-os por uma possessividade compulsiva e atrofiada. É essa cobiça que está atualmente envenenando os homens e a terra, pois o "ter" tornou-se inimigo do "ser". A corrupção em que se encontra envolvida a política nacional é um exemplo claro do que lhes digo.

As riquezas são com razão odiadas por um homem guerreiro, pois um cofre cheio impede a verdadeira glória.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tiro de Laço


"Armo o laço pra sorte 
Levo a saudade engarupada Pra de logo montar armada Vou a ti num doze braças Bem aberto no vento que passas Neste instante em reflexão No pealo ante a paixão Já no solo em debandada"

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Últimas do Freio de Ouro 2011

RZ Reclusion da Carapuça e Lanceiro Simpatia vencem repescagem de Esteio (RS) ao Freio de Ouro

Ginete Cézar Augusto Freire garantiu presença na grande final com o oitavo conjunto

Vagner Benites
O frio intenso deu uma trégua neste domingo, dia 10, para que 20 conjuntos disputassem em Esteio, no Rio Grande do Sul, a final da primeira repescagem do ciclo 2011 ao Freio de Ouro. O ginete Cézar Augusto Freire venceu a terceira etapa do ano na competição das fêmeas e classificou a égua colorada RZ Reclusion da Carapuça, da Cabanha Profecia, de Parobé (RS), para a grande decisão.

Entre os machos, a disputa teve muitas surpresas, com os melhores dos primeiros dias de prova cedendo lugar aos conjuntos com notas menores. O cavalo baio Lanceiro Simpatia, do Cerro de Los Cardos, de Rivera, no Uruguai, montado pelo ginete Filipe Silveira, foi o campeão da seletiva.

Com RZ Reclusion da Carapuça, Freire já garantiu oito animais para a decisão do Freio de Ouro 2011. O ginete foi o campeão nas seletivas de Bagé (RS) e Lages (SC) e também classificou conjuntos em Camaquã (RS) e noBocal de Ouro. O resultado marcou o empate de Freire com o ginete Daniel Teixeira, que também já garantiu oito animais na final.

No machos, uma curiosidade sobre o vencedor chama a atenção. Filipe Silveira teve apenas uma semana de treinamento antes da competição com Lanceiro Simpatia. Mesmo assim, Silveira apresentou domínio do animal e deixou para trás os concorrentes em Esteio. Para coroar o desempenho na seletiva, ambos receberam o título de ginete destaque da etapa.

A disputa no Parque de Exposições Assis Brasil começou na pista da Mangueira. Entre as fêmeas, o destaque foi o conjunto Festa Campeira do Pinhal, da Cabanha Santo Izidro/Ouro Fino, de Santa Maria (RS). Montada pelo ginete Miguel Souza, ela saltou da sétima para a quarta posição ao final da primeira prova do dia, mas ainda com pontuação abaixo dos 18 pontos, o mínimo necessário para garantir a vaga. RZ Reclusion da Carapuça fez a melhor primeira pechada e manteve a liderança provisória.

Nos machos, todos os conjuntos começaram o dia com notas abaixo dos 18 pontos. Os três primeiros colocados nas provas preliminares tiveram dificuldades na Mangueira, o que fez Lanceiro Simpatia saltar do quarto lugar para a liderança provisória.

Bayard-Sarmento não teve surpresa na competição das fêmeas. RZ Reclusion da Carapuça apresentou ótimo desempenho e ampliou a liderança, com PO Uma Más, do ginete Onildo Gonçalves Nunes, na segunda posição. Entre os machos, a segunda prova do dia marcou a recuperação das notas. Apesar do período escasso de treinamento, Felipe Silveira Filho manteve Lanceiro Simpatia na primeira posição, com General da Reiúna, do ginete Miguel Souza, em segundo lugar. Reiúna iniciou o dia na 10ª posição.

Na última prova, a Paleteada, RZ Reclusion da Carapuça não sofreu ameaça na liderança e confirmou o favoritismo entre as fêmeas, com Capanegra Jocasta, do ginete Lindor Collares Luiz, em segundo lugar, PO Uma Más em terceiro e Festa Campeira do Pinhal na quarta colocação. Nos machos, Lanceiro Simpatia manteve o alto nível de performance e também confirmou a liderança.

Após Esteio, a disputa terá uma semana de folga. As classificatórias para o Freio de Ouro 2011 voltam entre os dias 20 e 24 de julho, quando as últimas oito vagas serão definidas na seletiva de Brasília (DF). A grande final está marcada para o dia 28 de agosto, também em Esteio, no primeiro final de semana da Expointer.

Confira a classificação:
FÊMEAS
1º lugar
RZ Reclusion da Carapuça, Box 14
Cabanha Profecia, Parobé (RS)
Ginete: Cézar Augusto Schell Freire
Nota final: 19,657
2º lugar
Capanegra Jocasta, Box 31
Cabanha Capanegra, Dom Pedrito (RS)
Ginete: Lindor Collares Luiz
Nota final: 19,040
3º lugar
PO Una Más, Box 21
Cabanha Don Marcelino, lavras do sul-rs
Ginete: Onildo Gonçalves Nunes
Nota final: 18,861
4º lugar
Festa Campeira do Pinhal, Box 07
Cabanha Santo Izidro/Ouro Fino, Santa Maria (RS)
Ginete: Raul Lima
Nota final: 18,393
MACHOS

1º lugar 
Lanceiro Simpatia, Box 68
Cerro de Los Cardos, Rivera (Uruguai)
Ginete: Filipe Silveira
Nota final: 19,184
2º lugar
Pirata do Itapevy, Box 66
Cabanha Tarumã, Itaqui (RS)
Ginete: Valério Moura
Nota final: 18,717
3º lugar
General da Reiúna, Box 72
Cabanha Reiúna, São Pedro do Sul (RS)
Ginete: Miguel Souza
Nota final: 18,614
4º lugar
Huila da Boa Vista, Box 76
Cabanhas Boa Vista/Mangueira Velha/Costa Nobre, Vacaria/São José dos Ausentes/Braço do Norte (RS)
Ginete: Francisco Kras Alves
Nota final: 18,578

Saiba mais sobre as classificatórias:
CANAL RURAL
Leandro Cabral / 
Ginete Cézar Augusto Freire, com RZ Reclusion da Carapuça, foi o grande vencedor na competição das fêmeas
Foto:  Leandro Cabral

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